Prozac


O início deste milênio está dominado pelo antidepressivo Prozac, o qual transformou-se na panáceia para o tratamento da depressão e de alguns traços de personalidade, como a timidez. A banalização do remédio e o seu uso indiscriminado (usando-o para tratar desde uma simples tristeza até a falta de energia decorrente do stress) é que, segundo o laboratório fabricante, prejudica sua indicação comprovada para tratar depressão de origem biológica, classificada como doença mental. Argumenta-se que se segue a tendência moderna de se medicalizar os sentimentos, de se suprimir a dor em vez de tratar suas causas.

Trata-se de propaganda enganosa a promessa de felicidade permanente, na medida em que não é superior nem inferior a outros tantos antidepressivos. E é eficiente só nas depressões específicas, como a distonia, um distúrbio crônico que deixa as pessoas desmotivadas, sem pique, ou na bulimia, ou seja, a compulsão para comer. Mas, cuidado: tem graves efeitos colaterais, como ansiedade, taquicardia, insônia, perda de apetite, náuseas, diminuição da função sexual. Quando esses efeitos se manifestam com muita intensidade, os médicos costumam substituí-lo por um de seus similares (Tofranil, Anafranil).
 
 
 
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