Ômegas

São gorduras encontradas nos peixes de águas profundas e geladas, como arenque, salmão, bacalhau. Há 15 anos, pesquisadores constataram o baixo índice de problemas coronarianos entre os esquimós e concluiram que a causa estava na principal fonte de alimentação desses habitantes do Pólo Norte. Estudando os peixes da região, encontraram esse tipo de gordura e descobriram que, quando ingeridas em altas doses, elas baixavam a pressão arterial de hipertensos. Ocorre que os ômegas têm sido mais discutidos do que consumidos. Seus efeitos colaterais continuam sendo estudados. Por enquanto o que se sabe é que podem diminuir a resistência às infecções. Mas o pior efeito colateral é no bolso mesmo - para obter o efeito desejado são necessárias cerca de 16 gramas por dia. As cápsulas brasileiras à venda, no entanto, têm apenas 300 miligramas. Mais recentemente uma grande indústria laticínia pa (...)

Noz-moscada

Obtida de uma árvore sempre verde, cujo nome em latim é “Myristica Fragrans”. A dosagem em geral é de uma a três nozes inteiras ou de uma a três colheres de chá do produto ralado. Usado em forma de chá ou misturado à comida. As Caraíbas e a Indonésia são as principais fontes de produção. Na medicina popular dos indígenas há a crença de que a noz-moscada provoca a menstruação e aumenta a virilidade. Causa dependência psicológica e seus efeitos adversos são: indiferença ou inquietação, deficiência respiratória, palpitações e perturbações abdominais, estímulo e excitação, e podem ocorrer alucinações ou ilusões.

Neuropléticos

São substâncias usadas em psiquiatria para o tratamento da esquizofrenia por serem bloqueadores da função superior da síntese de pensamento sem induzir ao sono.
Sua indicação é para bloquear as alucinações que esta doença ocasiona. São também usados como medicação de urgência em pronto-socorro para acalmar pacientes “violentos”.
A importância do neuroléptico é que com ele não ocorre o chamado efeito “paradoxal”, que ocorre ocasionalmente com os benzodiazepínicos, ou seja, o indivíduo dá entrada no Pronto-Socorro violento e após medicação sedativa (benzodiaze-pínica) ele se torna mais agitado ainda.
Uso errado: O dependente descobre, no início de seu vício, que nem todas as “viagens” são boas, ao usar algum tipo de droga, e que algumas são enormes pesadelos que não têm mais fim. Diante do problema, alguns experientes e “amigos” ensinam que tal medicamento (neuroléptico) “corta” a (...)

Narcóticos

Essas drogas (morfina, por exemplo) são os mais poderosos agentes conhecidos contra a dor; por isso são prescritos quando a dor é insuportável ou cruciante. Os narcóticos são muito mais potentes que os analgésicos. Efeitos: Euforia, desinteresse pelo ambiente, diminuição da respiração, às vezes com parada e morte, diminuição da pressão, confusão, prisão de ventre, sonolência, coma.
O paciente que está ficando viciado em narcótico apresenta intensa necessidade emocional do mesmo, bem como sintomas físicos desagradáveis se não tomar a droga, tais como: coração acelerado, “pele ganso”, espasmos musculares, sudorese, diarréia, vômitos, tremores, bocejos, intenso mal estar, enorme vontade de usar a droga. A rigor não se fica resistente a um narcótico, mas o uso freqüente pode levar à necessidade de tomar doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito.
Para se desenvolver a dependênc (...)

Morfina

Principal alcalóide do ópio (na concentração média de 10%), substância extraída de papoula. Em termos médicos, a morfina é usada para aliviar a dor, e, nisso, age de modo perfeito. Usada desse modo, sob rigoroso controle médico, raramente provoca dependência. Mas administrada à pessoas que não estejam sentindo dor, inicialmente produz um entorpecimento agradável, seguido de medo, náusea e vômito. Pode ser aspirada, injetada ou fumada. Cria fácil dependência física e psíquica e, ao primeiro sinal de abstinência, provoca reações violentas no organismo: calafrios, náuseas, câimbras, tremores e fortes dores no corpo. Provoca, ainda, impotência sexual, queda de cabelos e rugas.
A pessoa só se torna viciada depois de semanas de uso pesado. É uma droga de uso restrito aos hospitais e os dependentes são na maioria médicos, ou ligados a área de saúde, principalmente nas grandes cidades.
Matérias postadas em outubro/2007 - Página 5