Psicotrópicos

em do grego: “Psico”= mente e “Trópico”= ação.
O uso das drogas psicotrópicas vem de longe, há até quem acredita que já fosse usada pelo homem primitivo. Muitos povos viam algumas dessas drogas como verdadeiros “presentes dos deuses”. São drogas naturais ou sintéticas que possuem uma ação no espírito da pessoa, ou seja, são capazes de influir nos processos mentais ou emocionais, modificando a atividade psíquica. Algumas dessas drogas estimulam a atividade mental, outras a deprimem e ainda, outras, provocam uma ação alucinógena. Muitas dessas drogas foram e ainda são bastante utilizadas com finalidade terapêutica, isto é, com a finalidade de aliviar ou curar doenças. As drogas psicotrópicas são também chamadas de psicoativas porque atuam sobre o sistema nervoso central ou simplesmente: SNC. Os Psicotrópicos se classificam em três grandes grupos: Drogas estimulantes do SNC; Drogas d (...)

Prozac

O início deste milênio está dominado pelo antidepressivo Prozac, o qual transformou-se na panáceia para o tratamento da depressão e de alguns traços de personalidade, como a timidez. A banalização do remédio e o seu uso indiscriminado (usando-o para tratar desde uma simples tristeza até a falta de energia decorrente do stress) é que, segundo o laboratório fabricante, prejudica sua indicação comprovada para tratar depressão de origem biológica, classificada como doença mental. Argumenta-se que se segue a tendência moderna de se medicalizar os sentimentos, de se suprimir a dor em vez de tratar suas causas.
Trata-se de propaganda enganosa a promessa de felicidade permanente, na medida em que não é superior nem inferior a outros tantos antidepressivos. E é eficiente só nas depressões específicas, como a distonia, um distúrbio crônico que deixa as pessoas desmotivadas, sem pique, ou na (...)

Preludin

Estimulante mais popular na Suécia, onde o problema do uso de estimulantes é realmente grave. O nome genérico do prelundin é “Phenmetrazine”. De início, empregava-se a droga para reduzir peso (emagrecimento). Hoje seu uso está prescrito por lei. A dose usual seria 25 miligramas (um comprimido). Os tomadores crônicos tomam-no de acordo com o grau de tolerância já criada. Como as anfetaminas, o Prelundin induz manias de perseguição e outras formas de pertubação mental. Desconfia-se de que causa dano permanente ao cérebro. Nos usuários crônicos a paranóia é bastante comum. Quando o uso é interrompido abruptamente, o dependente pode ter dores abdominais e tremores.

Pevertin e Desbutal

Remédios altamente estimulantes, à base de anfetamina pura. Tiveram seu ápice na década de 50. Eram indicados inadequadamente para combater a depressão. Qualquer pessoa com 50 anos se lembra do Pervitin, vendido facilmente nas farmácias para quem desejava ou precisava passar noites em claro, dormir pouco ou reduzir o apetite. Foi retirado do mercado por seus graves efeitos colaterais: dependência física, alucinações, irritabilidade, taquicardia, ansiedade, forte diminuição dos reflexos.

Ópio

O primeiro tóxico a ser usado na face da terra. O ópio natural (vegetal) e seus derivados são drogas destiladas do suco extraído do fruto imaturo da papoula que, depois de refinadas, servem para a manufatura de remédios considerados como narcóticos ou entorpecentes, isto é, drogas que produzem sono ou torpor. As drogas sintéticas chamadas opiáceos são também classificadas como narcóticos. O ópio, durante dois milênios, ocupou um lugar primordial como medicamento importante por suas propriedades analgésicas, antidiarréicas antitussígena e euforizante, porque não havia outras drogas com essas propriedades. Na década de 1920, todavia, a droga foi proibida, em virtude do uso abusivo e dos problemas que causava.
Reduz a capacidade de trabalho e provoca enfraquecimento físico. O farmacodependente fica preguiçoso e sem ambição, magro, fraco, não tem mais desejo sexual. A droga acarreta a (...)
Matérias postadas em outubro/2007 - Página 4